martes, marzo 15

BM.

Toda a magia de bocas que se encontram num arfã. E depois já não se sabe se deve esperar para as mãos tomarem o caminho. Que desejavam há tempos... Nisso tudo, claro, a cabeça pende pro lado que não devia. Coração esquece de bater porque pensa ser melhor. Esquecer para não lembrar. Ô coisa difícil dessa mundão cruel. Querendo-se, se joga. Num momento que não dá mais. Explosão. Não tira do pensamento por um segundo sequer. Uma cristandade na pele, um cuidado nas palavras, um olhar delicado - quase doce. E um espanto incalculável. Distanciamento de estradas e telefones ajuda um tanto. Evidentemente, não retira a intenção do corpo em querer, pedir. Por mais.

miércoles, enero 26

I am infinity.

No, I won't change. E não vou mudar em nadica. Nem meus cabelos, nem meus risos tímidos, minhas poses sem educação, minha fala solta, minha timidez inexata, meus palpites não ouvidos. Não vou deixar de sentir um beijo, mesmo depois de duas horas esperando, e, não chegar. De rodar rodar rodar e esperar como se espera um trem, e só, somente só sentir-me esmagada, descomedida, inescrupulosa. E intocada. Não suportando o fato de que é óbvio o que sempre existiu e tão cedo existirá. De que eu não posso mudar o que acontece. De que falsas durezas sempre permearão este solo tão fértil que se apresenta... E nada nada nada posso fazer com tudo isso pensado e dito. nada. Se morro de pensares e alturas, como a poetisa ensinou, isso já é problema meu. Toda matemática e fisiologia da história da humanidade aparece em argumentos um tanto cruéis e um tanto carinhosos. Daquilo que só a gente sabe e não dá conta de dizer, assim, no olho um pro outro. Daquilo que eu SEI que tenho que fazer. Daquilo que sabemos o que quando onde. De ver estrelas e luzes brilhando lá ao longe, achar "porra, que lindo" e tá. Acabar no ponto sem terminar a frase. It had to be you porque é verdade e sempre foi. E não é predileção entre opções. Não é advinhação de futuro. Não é ler pensamento. Não é interpretar nada. E só sentir. E eu gosto tanto... Desde o começo.

sábado, enero 8

Procura-me.

Sempre precisei das minhas pequenas paixões. Dentro de mim, elas me arrebatam fácil fácil. Não precisa muito. Um olhar de rabiola, uma covinha imaginária no sorriso, cabelos finos como de uma criança, doces cheiros de gente grande. Guardo tudo numa caixa, que se chama coração. Muito amor também, por que não? Cartas e fotografias mentais, palavras não ditas, sussurros talvez ouvidos. Tem gente que ama sem nunca dizer. Usa outras mil palavras pra denominar, pois foge do assunto como quem corre dum cão raivoso. Eu, a durona que finjo ser - e também sou - me derreto quando abro a tal caixa de surpresas. Claro que já chorei muito e também já quis jogá-la fora (ou só na parede, pra depois catar os pedaços no chão). Quando me desarranjo em pensamentos, até mágoa sinto, me confundo, digo milpalavrasporsegundo e os coitados dos sentimentos ficam ali, me olhando. Um pouco que esperando passar a maré alta. Até porque a calmaria aparece vez em quando, mesmo que tímida diante de um mundaréu que às vezes pareco. Faço e refaço as mesmas besteiras e devaneios, sem piscar em fazer diferente... (meus vícios me condenam). Minhas palavras são: complexa, intrigante, interessante. E o eufemismo que eu sempre busquei foi o mesmo: desconcertante. A minha chatice não deixa enxergar que talvez dê tudo no mesmo, e é exatamente por ter pequenos delitos de paixões que eu seja assim, irremediavelmente difícil. No alto do complexo de se fazer amada e linda - ai, o sonho de princesa - as imperfeições que marcam território fugazmente. Logo logo, chamo de amor em mim o que antes assustava. Meu corpo, mutante a cada dia e segundo, faz-se o campo de batalha de tudo isso e mais. Não é jaula, não é grade. Parece-me mais porta, que é dura, maciça, antiga. Mas que se abre sim, com quentura e ardor, quando é pra valer a pena.