lunes, noviembre 14

Só uma pequena.


Transgrida o sentido das palavras. O ínfimo significado delas não pode te prender. Há uma largura infinita entre o que elas realmente tentam - sem algum sucesso - representar, e o que elas são de verdade. Queria ter aula de Nelson hoje. Há muito o que se falar saindo dessa boca que vos escreve. Tempo estranho, esquenta e esfria ao mesmo tempo. Pelas minhas trilhas, você só perde a direção se quiser. Há o tato, há o cheiro, há o gosto e hão as minhas mãos a te guiar. Ontem eu sonhei muito alto, sonhei reunir tudo aquilo que gosto. Admiração e caprichos e elogios do anjo, carinho e sorriso e ternura do passado, sinceridade e coragem do segredo, mistério e estranheza do presente, tudo assim junto, numa nuvem de sonho. E não pude dormir, só pensar, ficar em longes devaneios. E acordar pra mais um dia. Antes que seja tarde. E eu espero. Quem sabe um dia, Taj Mahal não aconteça. Um castelo pra me guardar de todo o mal. Um universo bem diferente de todo esse visto, mas que seja como o sensível a mim. Que não me furte a esperança de um futuro, que já e presente, e já passou.

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