lunes, abril 30
Crash into me.
Milhões de palavras por segundo. Choro de várias maneiras, interna e externamente. Quando eu resolvo ser prática, não há nada que esteja no ramo da praticidade. Eu perdi algo, e agora? 3 coisas, três nomes, próprios e impróprios. Quem quer demais nada tem. [into your heart, i´ll beat again] Então é a hora de procurar uma nova casa pra morar, mas uma casa longingua, nova, novinha em folha. Descobrir novos caminhos. Que sejam sem frescuras, por favor. Porque já me bastam as minhas. Os espelhos lembram suspiros, sussuros e gritos, dessa vez nada contidos. Dessa vez, eu não tive medo. Só dessa vez. Agora, uma menina quer virar mulher de vez. Ainda que os medos me dêem amplexos de força tamanha! O universo me joga pra dentro de mim mesma o tempo todo, virei uma egoistinha de marca maior. A tristeza está morando tem um tempinho, e disse que não sabe quando se muda daqui. [estrelas mudam de lugar, chegam mais perto só para ver...] E a sinceridade veio como eu não esperava. E vieram palavras! Minha logorréia ficou contida, minha boca pedia algo mais, mas secou-se por instantes. E minhas pernas tinham seus olhos tão de perto. Mesmo no fim. Resolveram-se então, corações, aquietem-se. Milhões de palavras por segundo. Um doismilecinco tão perto e tão longe, pede pra ficar mais um pouco. Arabesque toca em mim, sái da ponta de meus dedos, vai direcionando toda a atenção, quer um alguém, quer quer quer. Eu sempre quis demais, e no fim, tive nada. "extasiada, fodo contigo, ao invés de ganir diante do Nada".
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