jueves, marzo 16

Para me livrar de tanto mar...

Sabe quando o infinito toca uma parte sua, mas há como delimitar tal sensação? Sabe lidar com a raiva e a descrença em si mesmo e assim continuar a árdua labuta do ser, estar, viver, presenciar? A dor que toca meu coração é única e real, e eu não espero que alguém tenha que me aturar... Espero que alguém me ame apesar do que sou, mas também e principalmente pelo o que eu sou... Indicar defeitos não esconde nem elimina os seus próprios, aprenda! Há a parte de mim cansada de ser refutada, querendo ser a escolha, o sonho, e não um “e se...”.Parte de mim sente a realidade do mundo sentido como pluralidade de intensidades complexas e difusas perdidas num tempo que nos aprisiona... Eu quero libertar o tempo, soltar as amarras, pé no chão, gosto de saliva, gosto do gozo real, cheiro de gente humana, beleza real, nua e crua... A dor que me corrói é a luz que me alimenta. Sentir significa a minha vida. Ser se torna uma predileção entre algumas das opções que tive. Alguns vivem, outros são. Eu te escolhi, você cresceu, fez casa nesse coração que vive de baticum e paradas quase fatais. Deixe-se acreditar que o vento sopra para o lado A, o lado que não esconde, o lado que revela. Quero paixão, quero surpresa. Quero contemplação! Como eu amo contemplar! Teu corpo nu, branco, reto, lânguido, quente, doce, meu! Por instantes que duram como eternidades... Por momentos que só eu em meus eventos privados posso ver. E eu te vejo e guardo em mim. Sinceras desculpas por não saber sempre viver... Eu sei mais ser, compreende? Não me ature, não viva comigo, mas seja. Um mais um que dá ainda menos que um. Funda-se, e os trocadilhos que vierem, comigo. Porque eu te quero muito. Sabe quando encontrou o limite do infinito? É quando se percebe que nem ele mais dá conta. Sabe quando... Deixa pra lá. Só no ouvido dá pra fazer sentido.

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