miércoles, agosto 9
As the sea.
Salgado como o mar. Não, como o mar nunca. Nada acima do grande e imenso verde e azul, a não ser o Mr. Blue e as suas pedrinhas diamantosas chamadas estrelas. Há uma explosão. Tão grande que tive de deitar no chão pra poder deixar sentir e vir. Que medo é esse que me assombra? Por que tenho vivido mentiras para mim mesma? Por que não deixo ir? E vai aumentando, aumentando. Estou no chão, literalmente. Não triste. Triste? Não! Atordoada. Falo de dores como caos, mas já não me importo muito em explicar. Bate o coração: tum tum. Onde se esconde a fortaleza que todos enxergam em mim? Acho que na verdade é casca, concha. Será que há pérola? Nada de bom nesse me lugar agora. Preciso de desterritório. Não quero mais banalizar. Eu preferia os rodeios. Não perca a mágica, era tão bonito. Não me orgulho e ainda quero ganhar medalhas na vida, nem que para fincar na pele. Sou fraca, frágil, desmedida e sujo paredes. Fotografo instantes e os sinto numa eternidade. Assim, os transformo no infinito. Sei que posso ir mais além. Mas e o medo? Quem o pôs no meu correio? Quero devolver. Branca e amarela. Lisa e com relevos. E não relevo, não tudo. Deve ser por que é Agosto. Sempre gostei mais de Setembro e Outubro. Vai juntando tudo de novo, e vou batendo os pés. Até você chegar. E a conversa. E o universo, para onde vai agora? Queria saber para onde os olhos olham nesse momento. Saudade. Sombra dos cílios, olhos. Verdade não dita, olhos. Mentiras deslavadas, olhos. Sentimentos escondidos, olhos. De-sen-can-to. Não perca a mágica. E por favor, tenha um segredo pra me contar, senão, vai deixar morrer.
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1 comentario:
Bom texto, PM.
E olhe que não gosto de períodos curtos. Parecem coisas inacabadas, que deixaram outras coisas por fazer.
Bom, bom.
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