domingo, octubre 15

Passou do ponto, e agora já não sei mais...

E eu que jamais mereci nome em qualquer música, em qualquer poesia dedicada, qualquer dedicatória ou intenção. Jamais fiz por merecer motivo de orgulho, de troféu, de medalha. Eu e a mediocridade dos que sentem, eu e a vontade de gritar sufocada. Mas de que adianta? Tantos outro já o fizeram por mim, e o fizeram tão bem. Pobre pobre menina, de quê adianta? Ninguém há de ouvir sua voz, nem chorar com suas porcas palavras repetidas. O que resta é somente citar e citar. Idolatrar restos mortais daqueles que foram o que quisera eu ser. Alguém que quer colocar estrelas num céu onde já existem tantas mil, não merece crédito não é? Alguém que lamenta-se o tempo todo, que oferece seus pedaços sem antes pedir quaisquer licença, não merece hum? [comboio de corda que se chama coração] Parar de perder pedaços. Talvez eu esteja mesmo enganando alguns. Pobre medíocre e hipócrita que sou. O tempo todo querendo mudar as pessoas, porque elas são duras, e eu sou fluida. Mas não sou. Talvez só perdida, talvez só pelo caminho, talvez só. [i am i am i am, infinity...] Desculpem então por toda a beleza que já quis mostrar, não sou nada disso, nada além de "dust to dust", da terra vim e para lá irei. Ínfima existência. E só.

2 comentarios:

Anónimo dijo...

Oi Paula Maria, nome de música linda: Maria, Maria. Descobri seu blog hj e gostei muito. Não desista de falar da beleza, não desista da micropolítica da transformação.. gostei do seu blog porque é possível ver que sua relação com a vida tá para além da superficialidade que permeia a vida de muitos. porque te vi uns dias na faculdade, e é bom ver que depois de passar por tantos rostos iguais, de cera, em vc pude enxergar um olhar que fala. Depois de ver pessoas que passeiam pela vida anestesiadas, nos seus textos pude ver uma pessoas que transborda sensações...É tenso ser intenso, por que as dores (quando vêm), são quase insuportáveis. Mas eu ainda acho que vale a pena... mesmo que não consiga ser assim o tempo todo..E eu quero te mostrar uma música linda que acho que você vai gostar... ou não... Continue a falar da beleza das coisas, das paixões (que eu também sinto como alimento), mesmo que ao seu redor as pessoas só se preocupem com sonhos de riqueza e poder..
Abraço de quem ainda nem te conhece direito
Calora Ellen!!!

Anónimo dijo...

talvez eu não tenha entendido nada (o que é muito provável), talvez vc não entenda nada da minha prafreintice, mas, sei lá, como diz uma das que já são restos mortais e lembrança viva

"entender é sempre limitado. as coisas não precisam mais fazer sentido. não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. eu não: quero é uma verdade inventada. porque no fundo a gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro."
sei lá, não conheço muitas coisas dela, mas gosto muito
e acho mesmo que as palavras e a necessidade das coisas fazerem sentido são uma limitação... como diz meu namorado, não quero apenas produção de sentido, quero mais é potencializar as emoções!
eu de novo