domingo, octubre 15
E eu que jamais mereci nome em qualquer música, em qualquer poesia dedicada, qualquer dedicatória ou intenção. Jamais fiz por merecer motivo de orgulho, de troféu, de medalha. Eu e a mediocridade dos que sentem, eu e a vontade de gritar sufocada. Mas de que adianta? Tantos outro já o fizeram por mim, e o fizeram tão bem. Pobre pobre menina, de quê adianta? Ninguém há de ouvir sua voz, nem chorar com suas porcas palavras repetidas. O que resta é somente citar e citar. Idolatrar restos mortais daqueles que foram o que quisera eu ser. Alguém que quer colocar estrelas num céu onde já existem tantas mil, não merece crédito não é? Alguém que lamenta-se o tempo todo, que oferece seus pedaços sem antes pedir quaisquer licença, não merece hum? [comboio de corda que se chama coração] Parar de perder pedaços. Talvez eu esteja mesmo enganando alguns. Pobre medíocre e hipócrita que sou. O tempo todo querendo mudar as pessoas, porque elas são duras, e eu sou fluida. Mas não sou. Talvez só perdida, talvez só pelo caminho, talvez só. [i am i am i am, infinity...] Desculpem então por toda a beleza que já quis mostrar, não sou nada disso, nada além de "dust to dust", da terra vim e para lá irei. Ínfima existência. E só.
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1 comentario:
depois do comentário da ellen, me recolho em minha insignificância.
JUDY
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