jueves, octubre 26
Sim, é plausível, inteligível, faz todo o sentido. Não tenho graça alguma. Porque se é perdida, é porque foi falso. Assim como maquiagem e penteado ao caírem no fim da festa. Entende do que estou falando? Não, eu não uso máscaras nem nada do tipo. É que constroem em volta de mim o que se desejaria encontrar no par perfeito. E no fim, o projeto não corresponde a realidade. É onde a graça se perde. Estou no meio do caminho. Não sou mais menininhainha mas não posso ser mulherãoão, e talvez nunca serei. Serei só meio do caminho. Prisioneira da passagem. Uma ilusão que não se encaixa nos sonhos de ninguém. Só sirvo pra mim. Preciso de um novo lugar. Estou insatisfeita. E todos apontam meus defeitos. Estou ao meio, partido no meio, em meio à todos. Mil dedos apontam pro meu nariz. Mas eu só queria mostrar um lado bom... Nunca parece bastar. Todos buscam, mas não a mim, não o que sou, nem nada parecido. Está aí. Na cara marcada, não o vê? Não quero drama, nem muito menos piedade. Só sinceridade, sabe? Não só hão de me mostrar sempre meias palavras, discursos rebuscados, metáforas, mordidas seguidas de sopros. [e eu te pergunto: por que?] Meses floridos, boas lembranças. Não quero ser, nem estar. Prometo não intrometer. Muito menos insistir e cobrar. Quem sou eu? Quem sou eu? Pobre, medíocre, pequena. Me faço nas palavras de outrém, suspirando pela vida de outrém, querendo criar um outrém em mim mesma.
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5 comentarios:
Oi paula,
sabe que eu acho meio palha esse negócio de buscar perfeição, a graça tá nas imperfeiçoes, naquilo que diferencia (até a beleza pode ser vista no defeito, porque nele se vê humaidade). E a vida pra mim é o que está entre, porque só a passagem, a mudança é que permanece. E sincerida é algo difícil de encontar nesses tempos de plástico. Ás vezes ser fluído incomoda, é um rompimento no cotidiano concreto, e assusta. Eu mesma, em meio a tantas ventos e águas, acabo, por vezes, em ver no muro um sinal de conforto. Mas, sei lá, se a vida é resistir, então será. No fim a gente percebe que as únicas coisas que importam são as paixões. Então não precisa se preocupar, porque, no fim, é só a elas que seguimos.
bjo, ellen
Quanto ao novo lugar, talvez o lugar não exista, talvez só haja pra casos de pura vontade como o seu o não-lugar... incômodo não? mas talvez seja nele que você se ache! O mais importante de tudo, pra mim, é se assumir, tomar posse do que é verdadeiramente seu (o que eu ainda não sei fazer). Coisa que tu faz melhor que eu, como uma digna fã de hilda hilst... às vezes eu sinto que dou tanta importância às expectivas feitas em torno de mim, que acabo vivendo em prol delas, para satisfazê-las.. (muy dorido isso). Chegará a hora em que me desnudarei da roupa que me fizeram, e eu mesma tecerei a minha (pelo menos é o que espero).
Chega de palavras por hora.
é ellen aí em cima
Então seja sincera com as pessoas que estão te incomodando, né? Sem dramas ou rodeios. Difícil..Eu sei. Principalmente quando o incômodo vem não se sabe da onde!
[Sobre as expectativas. Ai :S As odeio, já disse. As pessoas criam você e, ainda, acabam te fazendo ser alguém que supra o esperado. Seria tão mais fácil se não saíssem idealizando. E, sim, perdessem tempo CONHECENDO. Mas nós mesmos fazemos isso a toda hora, né? Nós e nossas "personas"..
Küsse,
jack it up!
ah se ela escrevesse aqui..
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