
Impura, indesejada, insípida, inamorável, inmemorável. Tantos ins, tantas negações, tantas confirmações de negações passadas. Me sinto nua, e, dessa vez, com toda a vergonha que jamais ousei e me permiti ter. E lhes digo: não é bom, não me é nada bom. Corro para o canto escuro, tento esconder-me, cobrir meu corpo, e mais que isso: cobrir a minha cara. Cara, sim, por estar escancarada, não posso ter o luxo de ter rosto. Não, não posso! Pareço-me mal lavada, ou ainda, melhor! Pareço suja, manchada. Posso culpar o Mês, ou ,até mesmo, o Anjo, mas na realidade, a culpa é dessa cabeça pensante que nada pensa. E faz-se de coitada e humilha-se por um pedaço de coração. [não, não tenho comboio de corda...] E vem a cara triste, o sorriso quebrado, mas nem é mais dois mil e quatro! Não é mais, mocinha! É, infelizmente, mulher. [I told you I was trouble, you know, that I'm no good] Mulher que nem o Mês, nem o Anjo, nem o Primeiro quiçá o Segundo reinado arriscaria em carregar nos braços. Cadê o problema? Cadê a solução? Se era antes doce, hoje lhes sou amarga? Se não o sou, por que não digna? Talvez eu seja agridoce. Já lhes disse: em todos os aspectos. Alguns eram demais, todos então é minha utopia? Enganada? Fictícia? Inumana? Irreal? Voltamos às negações. Uma afirmação: um hímem é mais valioso que um coração.
1 comentario:
i wish!
it's a song.
love, love, love from a band named "as tall as lions"!
=***
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