miércoles, julio 25
Sem nome, mas nomeado.
Frio. Está frio. Está? Sim, mãos E pés gelados. "Vou aí te esquentar!", diz o outro lado da linha. Forço um sorriso. Não preciso mais disso. NÃO! Por que ainda não enxergo? Ainda não tateio? E corto meus cabelos, cada vez mais cada vez mais. Uma mutilação indolor, estranha e cheia de vaidades. Cercada de elogios, fingir é mais permissível aos meus olhos - e ao meu coração. Mas fingir é só pra mim, benzinho. Se o digo que te adoro, é porque isso grita de mim. Me ofusco nos seus olhos, e isso, já é mais que inevitável. É força que se acumula. Mais mais e mais. As voltinhas, as piruetas, os sorrisos, os sussuros, os grunidos, os cheirinhos. Todos e tudo seu, entende? [só pra saber o que você achou, dos versos que eu fiz, e ainda espero, resposta.] Sim, frio, ainda. Mas dá pra esquentar só de ouvir o telefone tocar. E em instantes, ele o irá.
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2 comentarios:
"o fogo é quando a vida nos lança uma situação que nunca imaginamos."
(paula maria valdetaro rangel)
Sem as vírgulas, querida PM, lembra os bons tempos de Ana Cristina Cesar e Alice Ruiz.
Sou mais vc.
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