lunes, agosto 20

Heal over.


Curar por sobre as cicatrizes. Às vezes, os cortes não se configuram aparentemente profundos, mas o que parece, certamente não o é. Quando lhe é imposto ao coração sentir, não pode haver nesse mundo outra designação mais digna e exata, ainda que descompassada, a este. Forte como uma verdadeira bomba. E fraco. Fraco como se pode quebrar um vidro, um ovo, uma cabeça. Outra. Outra. É forte como um cofre, esconde segredos, secreta desejos, envolve mistérios e ainda é caixa para os traiçoeiros olhos. Mas frágil, frágil. Desmancha-se em um nó ao pescoço, perde-se por um nonagésimo beijo, confunde-se em si mesma por um doce e antigo deletério. De que valem as psicadas, os carinhos, os milelogios, as redundâncias, se o que eu vejo, é o mar? O beco? Há de me perguntar e ecoar. Não! NÃO! O mar. Ele está ali, e grita. Grita como se fosse acabar. Sozinho, gelado, azul. Hey! Também estou gelada e azul. Vou me misturar. Posso? Ao azul, ao mar, ao céu, ao léu, ao além. [espero no infinito][...]

3 comentarios:

ana dijo...

Fragmente-se!

Vitória White Sharks dijo...

Ah...
Eu amo tudo que vc escreve!
A partir de agora eu quero viver trancado em um quarto escuro, e só sentirei a luz do dia ou o brilho do universo, quando estiver diante do seus textos!

Felipe Emanuel

au revoir

Anónimo dijo...

tá ficando cada vez melhor :D
esse foi o melhor de todos que já li por aqui.
e tenho dito. (: