Sinto um gosto novo. Um cheiro antigo. Um aperto por dentro já conhecido. Estranho o corpo, agora pequeno, antes: minha imensidão. Faço-me menina. Perco meu olhar na timidez, na distância do caos. Sorrio de lado, me encolho. coração salta à boca. Boca que te sufoca no beijo, arfa sem quase respirar. Quero você dentro, forte, intenso. Suas mãos nos meus peitos que te olham e te chamam. (e te clamam. Há tempos te esperam). Suas mãos em meio às minhas pernas. Que tremem. Seu cheiro. Seu gosto. Seu gozo, esse não vem Já temos o dia pra lembrar. "Quero te pegar de pé", você diz. O negócio é o seguinte: já me tens de quatro. Em tuas cores, me faço transparente. Em tuas mãos, escorrego. Fujo. Boa noite, doce vinho
domingo, febrero 28
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