Tenho meus dias de crueza. Pura sensação epidérmica, na nua, tensa e tesa. Acende ali na pele, ali nos pontos, todos eles interligados. A explosão te dou com meu rosto, minha cara, minha expressão. Aquela coisa, que espera. Não invade. Nunca doeu, pra nenhum de nós dois. Fodemos como parceiros, nos nossos segredos. Te olho de canto, arregalando meus poros, porque eles te querem. Me sinto tão bonita, que nem sei. Sempre fui bailarina. Nunca tive vergonha. Mas nem todo mundo sabe, nem todo mundo sente. Você sente, que eu sei. Diz que sei o que faço. Eu só faço, jamais por fazer. Gosto de sentir dentro de mim, forte, forte, forte. Barba na nuca, unhas nas costas. Segura forte nas ancas e acredita. Um mundo muito melhor, infinito. Minhas mortes me levam além, e um cigarro seria um aliado, quem sabe? Se eu ouço alguns para sentir sozinha, é no campo de batalha que me imagino. Não que alguém ganhe ou perca. Tão melhor quando nos estragamos juntos. A brancura que se mistura. Os pêlos que não mentem. O dedo que se mete. O peito que se arrepia. Bunda que me rebola. Pernas que se arreganham. Tudo por uma única razão que me incomoda, me enlouquece, me faz sorrir e desesperar. E depois, morrer.
lunes, mayo 17
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