miércoles, enero 26

I am infinity.

No, I won't change. E não vou mudar em nadica. Nem meus cabelos, nem meus risos tímidos, minhas poses sem educação, minha fala solta, minha timidez inexata, meus palpites não ouvidos. Não vou deixar de sentir um beijo, mesmo depois de duas horas esperando, e, não chegar. De rodar rodar rodar e esperar como se espera um trem, e só, somente só sentir-me esmagada, descomedida, inescrupulosa. E intocada. Não suportando o fato de que é óbvio o que sempre existiu e tão cedo existirá. De que eu não posso mudar o que acontece. De que falsas durezas sempre permearão este solo tão fértil que se apresenta... E nada nada nada posso fazer com tudo isso pensado e dito. nada. Se morro de pensares e alturas, como a poetisa ensinou, isso já é problema meu. Toda matemática e fisiologia da história da humanidade aparece em argumentos um tanto cruéis e um tanto carinhosos. Daquilo que só a gente sabe e não dá conta de dizer, assim, no olho um pro outro. Daquilo que eu SEI que tenho que fazer. Daquilo que sabemos o que quando onde. De ver estrelas e luzes brilhando lá ao longe, achar "porra, que lindo" e tá. Acabar no ponto sem terminar a frase. It had to be you porque é verdade e sempre foi. E não é predileção entre opções. Não é advinhação de futuro. Não é ler pensamento. Não é interpretar nada. E só sentir. E eu gosto tanto... Desde o começo.

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